No
renascimento a obra de arte dá inicio a sua desartificação em relação ao
sagrado, ela começa a se transferir para a zona na qual se mantém ate hoje, um
lugar em que a imanência e a transcendência se produzem enquanto encruzilhadas
e cruzamentos, no sentido de Baudelaire e de Breton.
Houve um tempo, ou ao menos parece que ele existiu, no qual
frenesi não era indignação, compreensão não era resignação, mas a filosofia
perdeu seu trem. (p.10)