Neste blog eu pretendo publicar ensaios, poesia, textos, pastiche, garatuja e outras coisas.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Taking lifes (ou reflexões de o eu é um outro).
O reflexo simples e limpo
Da malha fina de metal
Que, qual recorte do tempo.
Lança-nos a todo instante
Num limbo.
Posto que o eu seja formado de pequenos pedaços:
Eu deveria escrever agora qualquer coisa sobre a paranóia que se me inculcou
Uma exposição da galeria de arte da FCC ( Fundação Cultural da Criciúma)
Que visitei outro dia.
A arte geralmente me põe deprimido
Haja vista que eu sempre acabo na triste conclusão de que toda a realidade vai desembocar na mente do ente que se sobrepõe às estruturas da matéria
Imprimindo-lhe sempre, à sua vontade, uma ou outra ordem das coisas, o que vai lavar a consciência ou a sensciência e logo a não existência.
Daí porque enquanto infuso nas idéias ou realidades construídas por outras pessoas
Artistas, poetas, enfim fico divagando sobre como cada um.
Pode ser um universo polissêmico
De infinita produção cultural e, pela simplicidade, que a percepção nos permite ver,
Constrói pela interação e inter-relação entre os seres uma infinitude
De coisas outras mais. Assim eu geralmente acho maravilhoso que as pessoas humanas Expresem-se destas formas todas e enriqueçam os mundos e a vida de cada um
E de todos. Há conquanto que se perceber, depreendendo-se da pobreza da linguagem.
Das pessoas limite-se-lhas a absorção disso tudo.
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