E pois com a nau no mar,
Parabolante
antenavegatriz,
Ajuntamo-nos
aos montões d’agua,
Ensetamos
à hilada nevoa,
Movediço
e nobre sangue,
hápax
sem cabida,
do
indizível,
que
à boca cala,
na
medida da razão,
para
tal impropério,
deixei
um cais,
languidamente,
mortiço
e controverso,
viajante
contranavegador,
dum
estuário que dista,
e o
logradouro eu perco,
que
me escorre já,
em
lembrar,
insucesso,
onde
houvera nascido,
templo de são Pedro,
em
que habitamos,
barco
e gente,
que
inda sou,
sob
o augúrio dela,
no
fundo e na carne,
que
morta sempre revive,
galeras
gorgolejando,
goelas
resfolegando,
podre
adubo do mundo,
onde
a vida não é precisa,
do
que enricar nunca se pode,
malbaratada
cabeça,
inda
que se pense o contrario,
e
disso gloria,
como
sabido em Orfalese,
que
mais cantava,
da
boca do leão da aurora,
sincopado
polifônico,
lançado contra as vagas,
Propalar
apático,
Diminuta
envergadura,
punção
incontrolável,
do
morrer noutro,
novas
e indecisas,
movimentos
infinitos,
que
minha natureza sofre,
afogar
cultural,
de
breu e agua,
donde
o mundo veio,
caminho
sem volta,
diluídos
no medo,
do
alcance do desejo,
à
dobra atlântica de Netuno,
cujo
corpo é que se navega,
suarenta
como só,
a
choldra humílima,
sem
sabida para tanto,
descuido
primevo,
que
nunca houve tal coisa,
onde
a quilha assestar,
não
seguro,
E
descalço andar,
à
réprobo da carne,
lasciva
transparência,
do
tegumento humano,
ereto
mastro,
do
assassínio vão,
intumescido
e voraz,
faminto
ouroboros,
da
verdura dos meus anos,
longínqua
fonte refletida,
que
medrar nem me permito,
na
hombridade mui amiga,
no
meu corpo,
velado
manto funesto,
cinzel
doutra arte,
que
o berescopio só serve,
que
mais vergar não pode,
no
fito imbuído,
que
a si mesmo em contra-valor,
do
que tenha querido,
onde
tanto requer,
muito
mais parcimônia,
e
mais que em tudo,
onde
avoluma a onda,
do
querer,
Telos
profano,
quando
ainda intuição,
efêmero
momento,
de
utilidade vazio,
que
a nave do meu juízo canta,
em
si contrita,
à
capela em voz velada,
esfumaçado
moti,
um
debrum madrigal,
na
borda alheia,
espaçado
e tremulo,
marejar
os olhos
que
fado seja,
hebrida
cantilena,
mesmo
roto,
dum
redundo hiato,
posto
que é voz embriagada,
desvão
entrecortado,
cardada
com destreza,
duma
gente soldadesca,
que
os seus abole,
e
baloiça amalucada,
à
nênia desgraçada,
como
bedel já fôra,
que
o tempo roga,
singrar
o mar revolto e largo,
E
tenebroso as serpentaceas,
dos
teus braços,
nadir
resiliente,
mansão
do meu desejo,
em
que permanecer é caro,
áurea
proposta terrena,
rebolar
o rochedo de Sisifo,
inacabados,
empíreo
que eu alcancei,
a
bom bordo viraste a quilha,
e o
lampadário do q'eu soubera,
o
tombadilho mo tomaste,
com
espada entumecia,
na
tua mão o báculo,
priápico sinalar,
pra
nenhures aportar,
que
cabida à nos não ha,
nem
embornal que encontrar,
pois
remido jamais,
da
empresa em que lancei,
como
preso estejamos,
A um
espolio inexistente,
brutal
e loucamente,
assaz
desvão,
vórtice
inebriante,
espécie
de Garagantua,
devorante
execrável,
da
carne mesma de si,
canibal
alimento,
no
vir a ser eterno que somos.
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