terça-feira, 26 de setembro de 2017

as you wish.

Desire,
As you wish,
And than,
It comes out,
Amongst the wind,
Without any blue,

Things and objects.





segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A filosofia perdeu o trem.

Houve um tempo, ou ao menos parece que ele existiu, no qual frenesi não era indignação, compreensão não era resignação, mas a filosofia perdeu seu trem. (p.10)



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

pré-facil

“Somente se o que é pode ser transformado, isso que é não é tudo”( ADORNO, Theodor W., Dialetica negativa, Zahar, 2008,p.325).




epigrafe

 "Sim! Sou um poeta e sobre minha tumba
Donzelas hão de espalhar pétalas de rosas
E os homens, mirto, antes que a noite

Degole o dia com a espada escura”(Ezra Pound).


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

terça-feira, 22 de agosto de 2017

sobre escrever


[...]cada vez mais as exigências estão se reduzindo[...](DAITX, 2017,)

Quanto a questão da escrita, se por um lado podemos hoje, mais do que em qualquer outra época da história, ter algum razoável acesso aos meios necessário para a produção de um texto, por outro igualmente é este o ponto em que a humanidade poderia facilmente marcar no tempo a sua débâcle derradeira.
A realização do desiderato moderno de formar sujeitos capazes para a utilização da língua em seu pleno desenvolvimento, dando conta do aparato de sua operação, custou-nos, e talvez ainda continue custando, um imenso esforço de manutenção e estruturação das condições necessária ao aparecimento do fenômeno da civilização. Parece a alguns economistas e sociólogos que há uma evidencia clara e mais ou menos auto-explicativa em relação a isso, ou seja de que o capitalismo global e sistematizado vem-se perscrutando no gênero humano enquanto serve de suporte para sua constituição. No entanto para alem disso a produção dita acadêmica sofre se não mais tanto quanto a literatura em geral em sua condição de meio, quero dizer, ninguém ou pouquíssimos estudiosos consideram a possibilidade de que a própria escrita seja o seu fim, de que ele possa estabelecer-se como um cainho para o exercício das habilidades, competências, capacidades, objetividades, comunicações e ou seja la o que elas se pretenderem, mas que também se construam enquanto um lócus própria a colaboração na produção do conhecimento, tácito é claro, daqueles tais membros pares cegos da comunidade acadêmica.
Portanto a questão da possibilidade de um “paper” ter alguma validade ou cientificidade, de carregar consigo de um autor alguma dimensão e de uma serie de fontes outros tanto elementos constitutivos, e de este produto alcançar algum grau de clareza ou de solidez conteudal fica numa espécie de impasse, numa encruzilhada, no sentido de Baudelaire e de Breton, se contextualiza e se reconhece a partir de sua própria deslocalidade, ou seja não há necessariamente uma preocupação com o que tange a sua própria natureza.
 Talvez as implicações econômicas do neoliberalismo grassante no mundo acadêmico esteja por traz da canalha que tem se tornado a produção acadêmica, e com suas novíssimas e sempre mais bem arranjadas estratégias de melhoramento e promoção da realização do pleno potencial comunicativo dos meios científicos e sua inquestionável qualidade total e comunicabilidade precisa, de cuja exatidão, clareza, profundidade, utilidade, e ou mérito poder-se-ia pelo menos duvidar.
Quem sabe as transformações e as reconverções culturais dinâmicas e fluidas do contexto social de livre transição e os ambientes de favorável  apoio e suporte a educação e cultura, que brindam nossa civilização ocidental com uma inigualável homogeneidade apedeutica, estejam na base do empobrecimento e do dilaceramento do que um dia pretendemos ser.


terça-feira, 27 de junho de 2017

Salgar


Porque tarda o meu Salgar?
À terra eivada,
Sangue meu nunca remido,
Chega-me sem tardança,

N’alma lustrosa de denodo,

sexta-feira, 24 de março de 2017

notas

 Entre as discussões entorno da “questão da formação”, o problema  mais central, assim me aprece, no âmbito das teoria critica contemporânea e no centro de um compromisso com a atualidade de filosofia e sua potencialidade constelativa, que tem haver com uma capacidade de alguns filósofos de agrupar dimensões mais ou menos dispares em imbróglio que a principio nos parecem irreconstituiveis e irreparáveis, tem sido então a questão de “como nos tornamos quem somos”.


Este tem sido um problema de pesquisa, uma pergunta que tem encontrado algum espaço entre os pensadores do que se tem chamado ciências humanas, no entanto há muitas dimensões ou extensões deste problema que não se esgotam e nem podem ser completamente aproveitados apenas com o nosso arcabouço Teórico.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

o que significa escrever ?


pode-se pensar na escrita como uma maneira de separar ou dividir a historia da humanidade em duas metades ou partes distintas. Antes da escrita, sociedades assim chamadas agrafas ( não grafadoras) ou seja, grupamentos humanos que em sua estrutura de produção da vida em sociedade não estimava ou não conhecia a necessidade do uso de formas de grafia para nenhum fim, onde se não se pode encontrar nenhum tipo de fissura produzida perpendicularmente a rochas ou madeiras, nada semelhante a pictogramas argilomanofaturados, ligas de pigmentos com sangue de animais pós de terra ou plantas nem tipos de tintas ou mesmo ferramentas voltadas a grafação, a produção de riscos, sulcos, fissuras, ranhuras, arranhamentos, filigranas.

E grupos humanos outros que, de outro modo, em razão de sua maneira de constituir a vida estavam sim preocupados com modos de demarcar, assinalar ou ainda indicar, insinuar e salientar em blocos e superfícies de múltiplas espessuras e com variados fins suas tanto mais complexas sociedades, agora sim grafas ( que gravam).

Talvez essa seja uma maneira de colocar os acontecimentos que são particularmente importantes de um certo ponto de vista em evidencia. as sociedades ocidentais talvez gostem de pensar em si mesmas como complexas estruturas com as quais é preciso algum traquejo ou inicialização, ou seja é preciso que tanto a continuidade e garantia de regularidade seja repticiamente acentuada como necessária, quanto a ideia de que a utilidade dos registros em linguagens próprias é de extrema centralidade na organização das relações ocidentais do que se considera civilizado.

Quem sabe se não são apenas vislumbres do que seja escrever, talvez escrever seja uma maneira de consolidar constantemente e paralelamente múltiplos elementos por intermédio de aderência e vazagem de fronteiras e teores internos ou entranhados de e na ou ainda pela subjetividade autentica.